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Hepatologista em Alphaville | Dr Quelson Coelho

Gordura no fígado é o acúmulo excessivo de gordura nas células hepáticas. A condição também é chamada de esteatose hepática ou fígado gorduroso e costuma estar relacionada a excesso de peso, diabetes tipo 2, resistência à insulina, alterações de colesterol e triglicérides, sedentarismo, alimentação, consumo de álcool e predisposição genética.

 

A maioria das pessoas não apresenta sintomas nas fases iniciais. O problema frequentemente é descoberto em uma ultrassonografia ou após alterações em exames como TGO, TGP e GGT. Enzimas hepáticas normais, porém, não excluem esteatose, inflamação nem fibrose.

 

A gordura no fígado pode regredir, especialmente quando é identificada e tratada antes do desenvolvimento de fibrose avançada. O tratamento depende da causa, do estágio da doença e das condições metabólicas associadas. Alimentação, atividade física, controle do peso e tratamento do diabetes, da pressão e das alterações do colesterol fazem parte da abordagem.

 

Resposta rápida: gordura no fígado geralmente não provoca sintomas, mas pode evoluir para inflamação, fibrose, cirrose e câncer de fígado em uma parcela dos pacientes. A avaliação do grau de fibrose é mais importante do que observar apenas a quantidade de gordura na ultrassonografia.

O fígado é o segundo maior órgão do corpo e pesa de 1,3 a 1,5 kg em adultos.

É normal que entre 5 e 10% do peso seja gordura.

Porém, quantidades maiores que essas caracterizam gordura no fígado, um distúrbio causado pelo acúmulo da substância nas células do órgão.
fígado gordo versus fígado normal

O excesso de peso é hoje uma das maiores causas do problema. Por sorte, o quadro é reversível com as mudanças de estilo de vida indicadas pelo médico.

Médico especialista em Gordura no Fígado:

O médico especialista em Esteatose é o Hepatologista.

Dr Quelson é médico Hepatologista especialista em Fígado Gorduroso em Belo Horizonte. Pois ele é Médico Hepatologista do Hospital Felício Rocho fazendo parte da equipe de Transplante de Fígado deste hospital.

Dr Quelson Coelho é médico Hepatologista com Mestrado em Hepatologia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Os seus estudos foram exatamente sobre Gordura no Fígado e publicou o seu artigo em uma das revistas de maior relevância no mundo em doenças do fígado, a World Journal of Hepatology.

genética gordura no figado

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gordura no figado em mulher com dor no canto direito da barriga

O que é Gordura no Fígado?

A esteatose hepática acontece quando a quantidade de gordura acumulada no fígado ultrapassa o esperado. O fígado participa do metabolismo de açúcares e gorduras, produz proteínas, armazena energia e processa medicamentos e outras substâncias.

O acúmulo de gordura pode ser apenas uma alteração inicial ou fazer parte de uma doença mais ampla. Em algumas pessoas, a esteatose permanece estável. Em outras, surgem inflamação, lesão das células hepáticas e formação progressiva de cicatrizes.

O estágio da fibrose, e não apenas a presença de gordura, é um dos principais indicadores do risco de complicações hepáticas. Por isso, receber um laudo de “esteatose leve” não encerra a avaliação, principalmente quando existem diabetes, obesidade, alterações persistentes das enzimas ou histórico familiar de doença hepática.

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tratamento de gordura no figado

Gordura no fígado é comum?

A gordura no fígado está entre as doenças hepáticas mais frequentes no mundo. Uma meta-análise internacional com mais de um milhão de participantes estimou prevalência global próxima de 32% na população adulta analisada.

A frequência é maior entre pessoas com obesidade, diabetes tipo 2 e múltiplos fatores cardiometabólicos. A condição também pode ocorrer em pessoas magras ou sem diagnóstico prévio de diabetes.

O crescimento da obesidade, do sedentarismo e do diabetes ajuda a explicar o aumento da doença, mas não representa toda a história. Idade, sono, distribuição da gordura corporal, genética, medicamentos, alimentação e álcool também influenciam o risco.

Quais são as causas da gordura no fígado?

A esteatose não possui uma única causa. O fígado acumula gordura quando a entrada e a produção de ácidos graxos superam a capacidade de utilização e exportação pelo organismo.

Os fatores mais associados são:

  • sobrepeso e obesidade, principalmente com aumento da circunferência abdominal;
  • resistência à insulina;
  • diabetes tipo 2;
  • triglicérides elevados;
  • colesterol alterado;
  • hipertensão arterial;
  • sedentarismo;
  • apneia obstrutiva do sono;
  • alimentação com excesso de calorias, bebidas açucaradas e ultraprocessados;
  • consumo de bebidas alcoólicas;
  • predisposição genética;
  • alguns medicamentos;
  • determinadas doenças endócrinas, metabólicas ou hereditárias;
  • perda de peso muito rápida e desnutrição em situações específicas.
 

O consumo de gordura na alimentação não é transportado diretamente para o fígado de maneira simples. Açúcares, excesso calórico, resistência à insulina, tecido adiposo visceral e alterações no metabolismo participam do processo.

causas de gordura no figado

Quem tem maior risco de desenvolver gordura no fígado?

O risco aumenta na presença de:

  • diabetes tipo 2;
  • obesidade abdominal;
  • síndrome metabólica;
  • dois ou mais fatores cardiometabólicos;
  • TGO ou TGP persistentemente alteradas;
  • histórico familiar de cirrose ou câncer de fígado;
  • apneia do sono;
  • síndrome dos ovários policísticos;
  • hipotireoidismo não controlado;
  • consumo de álcool;
  • uso de medicamentos associados à esteatose;
  • idade mais avançada.

 

Diabetes tipo 2 e obesidade associada a outros fatores metabólicos merecem atenção especial porque elevam a probabilidade de MASH e fibrose avançada.

Pessoa magra pode ter gordura no fígado?

Pessoas magras também podem apresentar gordura no fígado. Peso normal não significa necessariamente ausência de gordura visceral, resistência à insulina ou alterações metabólicas.

A esteatose em pessoas sem sobrepeso pode estar relacionada à composição corporal, circunferência abdominal, alimentação, sedentarismo, álcool, medicamentos, ancestralidade e genética.

A ausência de obesidade não deve ser usada para minimizar um resultado de ultrassonografia. A investigação precisa avaliar o risco metabólico e o grau de fibrose.

Gordura no fígado é genética?

A variante I148M do PNPLA3 possui associação consistente com esteatose e formas mais avançadas da doença em diferentes populações. O resultado genético, entretanto, não determina sozinho quem terá cirrose.

O Dr. Quelson Coelho é o primeiro autor de uma pesquisa brasileira sobre PNPLA3 e TM6SF2 em pacientes com doença hepática gordurosa. O estudo foi desenvolvido na Faculdade de Medicina da UFMG, publicado no World Journal of Hepatology e indexado no PubMed e no PubMed Central.

A relevância nacional está na avaliação de pacientes brasileiros de uma população miscigenada. A contribuição internacional está na inclusão desses dados do Brasil na literatura mundial sobre genética e doença hepática.

Entenda a relação entre genética, PNPLA3 e gordura no fígado

Qual o tratamento para Esteatose?

Atualmente existem remédios que ajudam a evitar a Cirrose e o Câncer devido a Gordura no Fígado, além de remédios que ajudam a eliminar toda a Gordura no Fígado.

Dessa forma,  primeira linha de tratamento para a Gordura no Fígado é a perda de peso através de uma combinação de uma dieta saudável para Gordura no Fígado e exercícios físicos.

Idealmente, uma perda de 10% do peso corporal é desejável, mas a melhoria nos fatores de risco pode tornar-se aparente se você perder até três a cinco por cento do seu peso inicial.

Perda de peso com cirurgia também é uma opção para aqueles que precisam perder uma grande quantidade de peso.

O seu médico pode recomendar que você receba vacinas contra a hepatite A e hepatite B para ajudar a protegê-lo de vírus que podem causar mais danos ao fígado.

Para aqueles que têm cirrose devido a esteatohepatite não-alcoólica, o transplante de fígado pode ser uma opção. Pois os resultados de transplante de fígado neste grupo populacional são geralmente muito bons.

Os pilares do tratamento incluem:

  1. alimentação adequada;

  2. atividade física;

  3. perda de peso quando indicada;

  4. controle das condições metabólicas;

  5. avaliação do consumo de álcool;

  6. revisão de medicamentos e suplementos;

  7. tratamento farmacológico em pacientes selecionados;

  8. acompanhamento da fibrose.

Remédio para Fígado Gorduroso:

Vitamina E: 

A vitamina E e outras vitaminas chamadas antioxidantes poderiam ajudar a proteger o fígado reduzindo ou neutralizando os danos causados ​​pela inflamação. 

Algumas evidências sugerem suplementos de vitamina E podem ser úteis para pessoas com danos hepáticos causados ​​por doença hepática gordurosa não alcoólica.

Mas a vitamina E pode ter efeitos colaterais graves e o seu médico deve orientar se deve ou não utilizar esse medicamento.​

Medicamentos para retirar a gordura do fígado:

Os medicamentos para a perda de peso destinam-se a ser utilizados juntamente com a dieta, exercício e mudanças de comportamento, e não em vez deles. Contido, antes de seleccionar um medicamento para você, o seu médico irá considerar o seu historico de saúde, bem como os possíveis efeitos secundários.

Então, os medicamentos para a perda de peso podem não funcionar para todos, e os efeitos podem diminuir com o tempo. Quando se deixa de tomar um medicamento para a perda de peso, pode-se recuperar muito ou todo o peso perdido.
 
As canetas emagrecedoras geralmente são úteis no tratamento da Gordura no Fígado. Mas o seu uso requer prescrição e acompanhamento do médico Hepatologista especialista em Gordura no Fígado.

Qual dieta é indicada?

Um padrão semelhante à dieta mediterrânea, adaptado aos alimentos brasileiros, é uma das estratégias mais recomendadas. A alimentação pode priorizar:

  • – verduras e legumes;
  • – frutas inteiras;
  • – feijão, lentilha e grão-de-bico;
  • – aveia e grãos menos refinados;
  • – peixes;
  • – proteínas pouco processadas;
  • – azeite, castanhas e sementes em quantidades adequadas;
  • – água como bebida principal.
 

Refrigerantes, bebidas açucaradas, excesso de doces, ultraprocessados, carnes processadas e excesso de gordura saturada devem perder espaço.

Nenhum alimento, chá ou suco detox limpa o fígado. A dieta precisa ser sustentável e compatível com diabetes, doença renal, cirrose, preferências e rotina.

Consulte o guia completo sobre o que comer com gordura no fígado

Quanto peso é necessário perder?

Diretrizes europeias recomendam, para adultos com MASLD e excesso de peso, metas sustentadas aproximadas de:

  • 5% ou mais do peso corporal: redução da gordura no fígado;
  • 7% a 10%: maior possibilidade de melhora da inflamação;
  • 10% ou mais: maior possibilidade de melhora da fibrose.
 

Essas metas não devem provocar perda rápida de massa muscular. Pessoas idosas, pacientes com cirrose, sarcopenia ou outras doenças precisam de planejamento específico.

Quem tem peso normal não deve tentar emagrecer indiscriminadamente. O foco pode ser reduzir gordura abdominal, melhorar composição corporal, aumentar atividade física e corrigir fatores metabólicos.

Qual exercício ajuda?

Exercícios aeróbicos e treinamento de força podem reduzir a gordura hepática e melhorar a saúde metabólica. O benefício pode ocorrer mesmo antes de uma perda expressiva de peso.

Uma referência frequente é realizar mais de 150 minutos semanais de atividade moderada ou 75 minutos de atividade vigorosa, quando houver condições clínicas.

A escolha deve considerar preferência, capacidade física e segurança. Caminhada, bicicleta, natação, musculação e atividades esportivas podem ser utilizadas.

Pessoas sedentárias podem começar com períodos curtos e aumentar gradualmente. Avaliação médica é recomendada antes de exercícios intensos na presença de doença cardiovascular, diabetes descompensado ou limitações importantes.

O Dr Quelson tem um programa de tratamento específico e personalizado para Gordura no Fígado. Ligue agora e descubra como você pode acabar com a sua Gordura no Fígado!

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Quem tem gordura no fígado pode beber álcool?

O consumo de álcool deve ser quantificado e discutido com o médico. A frequência, o volume por ocasião e episódios de consumo excessivo modificam o risco.

Pessoas com MASH, fibrose significativa, cirrose, doença hepática relacionada ao álcool ou dificuldade de controle geralmente devem evitar completamente bebidas alcoólicas.

A ideia de que pequenas quantidades são sempre protetoras não deve orientar a conduta. Diretrizes atuais desencorajam o consumo em pessoas com MASLD, principalmente quando existe risco de progressão.

Café ajuda o fígado?

O consumo de café está associado, em estudos observacionais, a menor probabilidade de doença hepática avançada. Café não é tratamento isolado e não compensa álcool, sedentarismo ou alimentação inadequada.

A bebida deve ser consumida sem excesso de açúcar. Pessoas com insônia, ansiedade, arritmia, refluxo, gestação ou sensibilidade à cafeína podem precisar limitar o consumo.

Água com limão limpa o fígado?

Água com limão não elimina gordura nem desintoxica o fígado. Ela pode fazer parte da hidratação, mas não possui capacidade comprovada de tratar esteatose.

O fígado e os rins realizam continuamente o processamento e a eliminação de substâncias. Dietas detox podem gerar restrição excessiva, perda muscular e falsas expectativas.

Quando procurar um hepatologista?

Uma consulta com hepatologista pode ser indicada quando há:

  • gordura no fígado identificada em exame de imagem;
  • TGO, TGP ou GGT persistentemente alteradas;
  • diabetes tipo 2 associado à esteatose;
  • FIB-4 intermediário ou elevado;
  • suspeita de MASH, fibrose ou cirrose;
  • nódulo no fígado;
  • histórico familiar de cirrose ou câncer de fígado;
  • consumo de álcool com possível repercussão hepática;
  • dúvida sobre a causa da esteatose;
  • necessidade de segunda opinião;
  • ausência de melhora com as medidas iniciais.

 

O hepatologista avalia a causa, estima o risco de fibrose e define quais exames e tratamentos realmente são necessários.

Entenda o que faz um hepatologista e quais doenças ele trata

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sintomas de gordura no fígado

Quais são os sintomas de Gordura no Fígado?

A maioria das pessoas com gordura no fígado não apresenta sintomas. Quando existem manifestações, elas são pouco específicas e podem ter outras causas.

Os sintomas possíveis incluem:

  • cansaço;
  • indisposição;
  • desconforto ou sensação de peso no lado direito superior do abdome;
  • aumento do fígado identificado no exame físico ou por imagem.

 

Queda de cabelo, coceira, náusea, dor abdominal e alterações digestivas não devem ser automaticamente atribuídas à esteatose. Uma avaliação clínica é necessária para investigar outras causas.

Icterícia, barriga inchada, inchaço nas pernas, confusão mental, perda muscular, vômito com sangue e fezes negras costumam estar relacionados a doença avançada ou a outros problemas importantes, e não à esteatose simples.

Conheça outros sinais e sintomas de problemas no fígado

evolução da esteatose em esteatohepatite e em seguida em cirrose

Gordura no Fígado é perigoso?

A principal complicação da Doença Hepática Gordurosa Não Alcoólica e da esteatohepatite não alcoólica é a Cirrose, que é a cicatrização tardia (fibrose) no fígado.

Assim, a cirrose ocorre em resposta à lesão hepática, como a inflamação da Gordura no Fígado. À medida que o fígado tenta parar a inflamação, produz áreas de cicatrização. Com a inflamação contínua, a fibrose se espalha para absorver mais e mais tecido hepático.

Se o processo não for interrompido, a Gordura no Fígado com Cirrose pode causar:

  • Acúmulo de líquido no abdômen (ascite)
  • Inchaço das veias do esôfago (varizes esofágicas), que podem romper e sangrar
  • Confusão, sonolência e fala arrastada (encefalopatia hepática)
  • Câncer do fígado
  • Insuficiência hepática terminal, o que significa que o fígado deixou de funcionar
 

Em suma, cerca de 20% das pessoas com esteato-hepatite não alcoólica irão progredir para Cirrose e os sintomas da gordura no fígado.

Perguntas frequentes sobre gordura no fígado

Gordura no fígado é grave?

A esteatose pode permanecer estável, mas uma parcela dos pacientes desenvolve MASH, fibrose, cirrose e complicações. O risco depende principalmente do estágio da fibrose e das condições metabólicas associadas.

Gordura no fígado causa dor?

A maioria não sente dor. Algumas pessoas relatam desconforto ou peso no lado direito superior do abdome, mas esse sintoma possui várias causas e precisa ser avaliado.

Gordura no fígado causa cansaço?

Cansaço pode ocorrer, mas é inespecífico. Anemia, alterações da tireoide, distúrbios do sono, depressão, medicamentos e outras doenças também podem causar fadiga.

Gordura no fígado altera TGO e TGP?

Pode alterar, mas os valores também podem permanecer normais. TGO e TGP não medem diretamente a quantidade de gordura nem descartam fibrose avançada.

Gordura no fígado aparece no exame de sangue?

Não existe um único exame de sangue que confirme toda a condição. Enzimas, marcadores metabólicos, FIB-4 e exames para outras causas são combinados com avaliação clínica e imagem.

Esteatose grau 1 é perigosa?

O grau de esteatose no ultrassom não informa sozinho o risco. Diabetes, obesidade, enzimas alteradas, idade e fibrose precisam ser avaliados.

Esteatose grau 2 ou 3 significa cirrose?

Não. O grau de gordura não é igual ao estágio de fibrose. Uma elastografia ou outros testes podem ser necessários para estimar cicatrização.

Gordura no fígado tem cura?

A gordura e a inflamação podem regredir, principalmente com tratamento precoce e sustentável. A predisposição metabólica pode permanecer, por isso o acompanhamento continua importante.

Quanto tempo demora para eliminar gordura no fígado?

O tempo varia. Melhoras metabólicas e laboratoriais podem aparecer em meses, mas o resultado depende do estágio, do peso, do diabetes, da alimentação, do exercício e da adesão.

Qual médico trata gordura no fígado?

O hepatologista é o especialista nas doenças do fígado. Clínicos, endocrinologistas, cardiologistas e nutricionistas também podem participar do cuidado conforme as condições associadas.

Quem tem gordura no fígado pode comer ovo?

O ovo pode fazer parte de uma alimentação equilibrada. O padrão alimentar completo, a quantidade e o modo de preparo são mais importantes do que proibir um alimento isolado.

Quem tem gordura no fígado pode comer frutas?

Frutas inteiras podem ser consumidas em porções adequadas. Sucos concentram o açúcar de várias frutas e costumam produzir menor saciedade.

Quem tem gordura no fígado pode beber cerveja?

O álcool da cerveja pode contribuir para a progressão. Pessoas com MASH, fibrose ou cirrose geralmente devem evitar. A orientação deve considerar estágio e padrão de consumo.

Gordura no fígado pode ocorrer em criança?

Sim. Crianças e adolescentes podem desenvolver esteatose, especialmente na presença de obesidade e alterações metabólicas. A avaliação e os limites dos exames são específicos para a faixa etária.

Remédio natural cura gordura no fígado?

Não existe remédio natural comprovado para curar a esteatose em todas as pessoas. Suplementos e extratos podem interagir com medicamentos ou provocar lesão hepática.

TGO e TGP normais descartam fibrose?

Não. Fibrose avançada pode existir com enzimas normais. Escores não invasivos e elastografia podem ser indicados conforme o risco.

Quem tem gordura no fígado precisa fazer biópsia?

Não. A maioria pode ser avaliada inicialmente com exames não invasivos. A biópsia é reservada para situações em que existe dúvida diagnóstica ou necessidade de definir melhor o estágio.

Gordura no fígado pode voltar?

Sim. A esteatose pode reaparecer quando o peso, a resistência à insulina, o diabetes, a alimentação, o sedentarismo ou o álcool voltam a favorecer o acúmulo de gordura.

como evitar gordura no fígado

5 mudanças simples no estilo de vida para prevenir a Doença Hepática Gordurosa Não Alcoólica

A Doença Hepática Gordurosa Não Alcoólica (DHGNA) é uma condição que afeta cada vez mais pessoas em todo o mundo.

É caracterizada pelo acúmulo excessivo de esteatose, sem que haja consumo excessivo de álcool.

A DHGNA pode levar a complicações graves, como cirrose e câncer de fígado.

Felizmente, existem mudanças simples no estilo de vida que podem ajudar a prevenir a DHGNA e manter o fígado saudável.

 

  1. Mantenha um peso saudável: O excesso de peso é um dos principais fatores de risco para a DHGNA. Manter um peso saudável, com uma dieta equilibrada e exercícios físicos regulares, pode ajudar a prevenir a DHGNA.

  2. Limite o consumo de açúcar e carboidratos: Consumir grandes quantidades de açúcar e carboidratos refinados pode aumentar a quantidade de gordura no fígado. Reduzir o consumo desses alimentos pode ajudar a prevenir a DHGNA.

  3. Adote uma dieta saudável para o fígado: Alimentos ricos em antioxidantes e anti-inflamatórios, como frutas, vegetais, nozes, sementes e peixes ricos em ômega-3, podem ajudar a manter o fígado saudável.

  4. Evite o consumo excessivo de álcool: Embora a DHGNA não seja causada pelo consumo de álcool, o consumo excessivo pode piorar a condição. É importante limitar a quantidade de álcool consumida para manter o fígado saudável.

  5. Pratique atividade física regularmente: A atividade física regular pode ajudar a reduzir o risco de DHGNA, bem como melhorar a saúde geral. Uma combinação de exercícios aeróbicos e de força pode ser benéfica.

 

Pequenas mudanças no estilo de vida podem ter um grande impacto na prevenção da DHGNA.

Em suma, manter um peso saudável, limitar o consumo de açúcar e carboidratos, adotar uma dieta saudável para o fígado, evitar o consumo excessivo de álcool e praticar atividade física regularmente são passos simples que podem ajudar a prevenir essa condição e manter o fígado saudável.

Consulte um médico Hepatologista para obter mais informações sobre como prevenir a DHGNA.

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Referências científicas

  1. Rinella ME, Lazarus JV, Ratziu V, et al. A multisociety Delphi consensus statement on new fatty liver disease nomenclature. Hepatology. 2023. Acessar no PubMed.
  2. European Association for the Study of the Liver, European Association for the Study of Diabetes, European Association for the Study of Obesity. EASL-EASD-EASO Clinical Practice Guidelines on the Management of MASLD. 2024. Acessar no PubMed.
  3. Rinella ME, Neuschwander-Tetri BA, Siddiqui MS, et al. AASLD Practice Guidance on the clinical assessment and management of nonalcoholic fatty liver disease. Hepatology. 2023. Acessar no PubMed Central.
  4. Riazi K, Azhari H, Charette JH, et al. The prevalence and incidence of NAFLD worldwide: a systematic review and meta-analysis. Lancet Gastroenterology & Hepatology. 2022. Acessar no PubMed.
  5. Lisboa QC, Nardelli MJ, Pereira PA, et al. PNPLA3 and TM6SF2 polymorphisms in Brazilian patients with nonalcoholic fatty liver disease. World Journal of Hepatology. 2020;12(10):792-806. Acessar no PubMed.
  6. Agência Nacional de Vigilância Sanitária: nova indicação para MASH não cirrótica com fibrose F2-F3. 2025. Acessar a publicação da Anvisa.

Aviso médico

Este conteúdo tem finalidade educativa e não substitui consulta, diagnóstico, prescrição ou tratamento individualizado. Não interrompa medicamentos nem inicie dietas restritivas, suplementos, vitaminas ou produtos naturais sem orientação profissional.

Autor e revisor médico: Dr. Quelson Coelho, médico hepatologista, CRM 45711 | RQE 36366.

Uma resposta

  1. comecei a sentir dores do lado esquerdo. dores fortes . tomei medicamentos para o figado e não passou. fiz uma ultrassonografia e diagnosticou gordura no fígado

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