fbpx
Close

Esofagite: o que é e como evitar

Quase 20% dos brasileiros sofrem com a Esofagite, um problema que faz com que os ácidos estomacais vão para o esôfago em vez de permanecerem no seu local original. Essa situação causa uma sensação de queimação no peito, o que, por sua vez, pode provocar desconforto severo, dificuldade para engolir, tosse e dor no peito.

Pessoas que passam por refluxos pelo menos duas vezes por semana podem ter a Doença do Refluxo Gastroesofágico, uma condição que precisa ser diagnosticada e tratada para evitar complicadores, como uma condição pré-cancerígena conhecida como Esôfago de Barret.

Apesar disso, diferente de vários problemas médicos, a Esofagite pode ser evitado na grande maioria das situações. Mesmo assim, um estudo do periódico científico Digestive Diseases and Sciences indica que o número de pessoas afetadas pelo refluxo está subindo a cada ano, com causas bem evidentes.

Por isso, preparamos este artigo, trazendo uma série de dicas e orientações para prevenir a Esofagite e trazer mais qualidade de vida para quem já sofre com eles. Boa leitura!

___

Fatores de risco para a Esofagite

Em algum momento da vida, qualquer pessoa pode experimentar refluxo e queimação no peito. Se comemos rápido demais, ou se ingerimos grandes quantidades de comida apimentada ou rica em gordura, as chances são grandes de passarmos por refluxo.

Entretanto, diversos fatores podem tornar a ocorrência de refluxos mais provável, tais como sobrepeso ou obesidade, gravidez, ser portador de diabetes e fumar.

Além disso, pessoas que apresentam distúrbios alimentares, como bulimia e anorexia nervosa, que induzem o vômito ou já fizeram isso no passado, têm grande probabilidade de ter refluxos constantes.

___

Mudanças no estilo de vida

Mesmo que os fatores de risco não estejam presentes, a Esofagite ainda pode ocorrer. A prevenção de eventos isolados é possível com pequenas adequações no estilo de vida.

Por exemplo, é recomendável se deitar apenas duas horas após as refeições, dormir com a cabeça levantada, evitar comer grandes quantidades de comida de uma só vez e não fumar.

Existem também diversas adaptações alimentares que precisam ser feitas por quem sofre de crises de refluxo, que podem variar de pessoa para pessoa. Por isso, é importante observar quais tipos de comidas estão causando o refluxo.

De qualquer forma, os maiores causadores dos refluxos ainda são as comidas gordurosas e as frituras, o consumo exagerado do álcool, café, refrigerantes e os alimentos apimentados.

____

Medicação para a Esofagite

Mesmo com as mudanças no estilo de vida, algumas pessoas precisam usar medicação para evitar a ocorrência da Esofagite.

O médico gastroenterologista é o profissional certo para indicar a melhor abordagem medicamentosa, que pode ser feita com a administração de antiácidos, protetores da mucosa, remédios que aceleram o esvaziamento gástrico, entre outros.

___

Cirurgia para a Esofagite

A cirurgia só é necessária em poucos casos de Esofagite, e o médico gastroenterologista é quem pode decidir se ela pode ser a solução. O procedimento é relativamente simples e consiste em levantar uma parte do estômago e apertar a área onde o estômago e o esôfago se encontram. Isso aumenta a pressão do esfíncter esofágico e ajuda a segurar o suco gástrico.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto.

Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como gastroenterologista em Belo Horizonte!

___

Leia também:

Queimação no estômago: o que eu preciso saber

7 sintomas de gastrite crônica

Cirrose tem cura? Descubra aqui.

Proteína dos cereais: a causa da doença celíaca

Úlceras gástricas: Tire suas dúvidas sobre

Posts Relacionados

Deixe uma resposta