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Litíase Intra-hepática: Saiba o que é

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A litíase intra-hepática (LIH) pode ser definida como a presença de cálculos nas vias biliares, independente da presença ou ausência de cálculos na vesícula biliar.

A LIH é uma doença que atinge principalmente mulheres. É muito frequente em países do Sudeste Asiático (China Japão, Coreia do Sul).

Os ductos biliares são canais encontrados no interior do fígado responsáveis por transportar a bile para a vesícula e para o intestino delgado. A bile é uma substância produzida no fígado e que tem importante papel na digestão de alimentos gordurosos.

A causa da litíase intra-hepática não é totalmente compreendida, mas fatores genéticos, dietéticos e ambientais estão associados. A desnutrição e as baixas condições socioeconômicas estão associadas à alta incidência de cálculos intra-hepáticos.

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QUAIS OS SINTOMAS DA LITÍASE INTRA-HEPÁTICA?

Existem pacientes assintomáticos nos quais a presença do cálculo é encontrada ocasionalmente em exames de imagem abdominal. Os sintomas de litíase intra-hepática podem incluir dor abdominal epigástrica ou na parte superior direita do abdome (quadrante superior direito), icterícia e febre. Pode ocorrer infecção nos canais biliares e progressão para formação de abscesso hepático ou infecção generalizada (sepse) em casos graves. Embora raro,  esses pacientes podem desenvolver alterações na coagulação do sangue.

A propagação de cálculos intra-hepáticos na árvore biliar extra-hepática pode causar pancreatite por cálculo biliar, que pode ser a apresentação inicial de litíase intra-hepática em alguns pacientes.

A associação de colangiocarcinoma (um tipo de câncer das vias biliares) com litíase intra-hepática é bem reconhecida e sua prevalência em pacientes com litíase biliar é de 2,4 a 10,0%.

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COMO É FEITO O DIAGNÓSTICO DA LITÍASE INTRA-HEPÁTICA?

O diagnóstico é baseado em exames de imagem como o ultrassom, tomografia computadorizada, colangiografia por ressonância magnética.

O ultrassom e a tomografia computadorizada abdominal têm uma sensibilidade diagnóstica mais baixa, em comparação com a colangiorressonância, que deve ser o método de escolha utilizado para a exploração de toda a via biliar.

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QUAIS AS COMPLICAÇÕES DA LITÍASE INTRA-HEPÁTICA?

As principais complicações são: infecções das vias biliares que podem evoluir para abscessos (acúmulo de pus no fígado), infecção generalizada (sepse) e o colangiocarcinoma; insuficiência hepática.

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COMO TRATAR A LITÍASE INTRA-HEPÁTICA?

O principal objetivo do tratamento da litíase intra-hepática é resolver infecções presentes, prevenir colangite recorrente e subsequente fibrose hepática e prevenir a progressão para colangiocarcinoma.
Os tratamentos endoscópicos envolvem litotripsia colangioscópica trans-hepática percutânea (CPTPL), colangioscopia oral e colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE).

O tratamento cirúrgico inclui principalmente incisão no ducto biliar e litotomia, ressecção hepática, reconstrução da estenose do ducto biliar e transplante hepático.

Várias estratégias de tratamento foram propostas como mencionado acima, uma vez que não existe um procedimento extremamente eficaz para o tratamento da pedra intra-hepática. Portanto, é mais importante descobrir a etiologia e a patogênese dos cálculos intra-hepáticos para evitar que a doença aconteça e se desenvolva em vez de curar.

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4 FATORES DE RISCO QUE CONTRIBUEM PARA A LITÍASE INTRA-HEPÁTICA:

1.      Colestase: é uma condição em que a bile não flui do fígado para o intestino, dessa forma se acumula; pode ser causada por vírus, bactérias, parasitas, drogas ou toxinas, pedras, tumores, autoimunidade, defeitos metabólicos genéticos e obstrução; como resultado, o ácido biliar se acumula no fígado e no sangue e pode causar lesões e originar as pedras;
2.      Infecção: infecção bacteriana pode influenciar a produção e o transporte da bile e os vermes ou ovos dos parasitas podem levar à obstrução, resultando em colestase e inflamação;
3.      Alterações anatômicas nos ductos biliares: qualquer obstrução dos ductos biliares intra-hepáticos pode predispor a colestase e inflamação, logo, pode ocorrer a formação dos cálculos;
4.      Defeito Metabólico: alterações no metabolismo dos ácidos biliares (componente importante da bile) e de outras substâncias pode predispor à formação dos cálculos

Para mais informações, procure seu Gastroenterologista de confiança!

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Fonte:

Xi Ran,  Baobing Yin, and Baojin Ma. Four Major Factors Contributing to Intrahepatic Stones. Gastroenterology Research na Practice. 2017.
Xiaobin Feng et al. Classification and management of hepatolithiasis: A high-volume, single-center’s experience. Intratable and Rare Diseases Research. 2012.
Sujit Vijay Sakpal, Nitin Babel, and Ronald Scott Chamberlain. Surgical management of hepatolithiasis. Journal International Hepato-Pancreato Biliary Association. 2009.
Gonçalves MDB et al. Hepatectomia mais anastomose coledocoduodenal em litíase Intra-hepática e em colédoco: relato de caso. Rev. Ciênc. Saúde Nova Esperança – Dez. 2015.

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